Sexta-feira, 7 de Abril de 2006
RECORDANDO JOÃO PAULO II, O PEREGRINO


Esta foi a foto mais adequada que encontrei no meu arquivo para fazer acompanhar este pequeno texto de homenagem ao Papa de Fátima. Um ano após a sua partida, quero partilhar convosco um episódio pessoal e desta forma fazer-lhe a minha despedida com um "até sempre". Na tarde de 12 de Maio de 2000, tive a grata satisfação de "o receber" à saída do relvado do campo - que tem o seu nome em Fátima - onde aterrou o heli em que o Santo Padre viajou. Nessa data eu era dirigente do clube e tive o previlégio de aguardar a sua chegada junto ao pequeno muro de divisão. Após a descida e os cumprimentos das entidades presentes, S.S. entrou no "papamóvel" que, vagarosamente, iniciou a sua marcha. As dimensões da abertura do muro de separação do campo pareciam ser ínfimas para a viatura, mas esta passou com normalidade; mais apertadas pareciam ser as filas de pessoas colocadas nas alas. Colocado em lugar estratégico, a uma distância inferior a um metro do carro, olhei para o Papa que, voltado na minha direcção sorria, acenando e fazendo o gesto da benção. Hoje, ao recordar aquele momento, quase sinto arrepios de emoção e a comoção invade-me. Aquele rosto sereno ficou gravado no meu íntimo. As palmas, os vivas que ouvia em meu redor não me perturbaram. Foram segundos que vivi intensamente mas que sinto dificuldade em expressar. O cortejo rumou de acordo com o trajecto programado e após ter saído o portão do estádio, também eu me encaminhei para o exterior, onde reinava a alegria de milhares de pessoas que, ao longo dos passeios, manifestavam a sua exuberância com enormes aplausos. Momentos inesquecíveis para quem os viveu, como é evidente.
Acompanhei o Pontificado de João Paulo II desde o ínicio, tenho enorme respeito pelo seu trabalho ao longo dos 26 anos que me marcaram e - certamente também - a milhões de pessoas em todo o Mundo. O Senhor serviu-se dele, confiou-lhe uma missão, ele aceitou e executou-a com a ajuda de Maria, Mãe de Jesus. Totus Tuus, foi o seu lema. A sua entrega total - até na doença - foi exemplo acabado de um Homem de fé, capaz de a transmitir aos outros, dando o seu próprio exemplo de vida. Karol Wojtyla, o Homem que o Senhor escolheu para levar a cristandade a entrar no terceiro milénio, estará agora a contemplar a face do Criador, mas legou-nos algo que nunca devemos esquecer: o dom da vida que o Criador nos concedeu é para ser usado até ao fim, para servir o próximo.


publicado por josedusantos às 01:03
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De Luisa a 9 de Abril de 2006 às 15:42
São recordações que ficam para sempre!


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