Terça-feira, 31 de Maio de 2005
VER, JULGAR E AGIR

Obras nova basilica2.jpg

 

     Quando entrei na “onda” da Net, utilizando este pequeno “barco” – leia-se: blog –, tinha ideias assentes e concretas: divulgação de Fátima  e do seu quotidiano, por constatar a inexistência de um veículo adequado no mundo blogueiro.


    Agora, passados cerca de três meses,  o balanço está feito. Das opiniões recebidas, retenho o essencial e seguirei em frente com os mesmos objectivos. Vou ampliar o leque de assuntos a tratar, sem perder de vista a meta que tracei. Ou seja, ser útil divulgando, mas tendo em conta o seu todo. Desejo dar o meu contributo pessoal não apenas no aspecto informativo, mas, de certa forma, congregar através deste espaço os anseios dos fatimenses residentes ou no exterior. Os riscos são grandes, dado que não poderei agradar a todos, mas não será isso que me impedirá de emitir opinião sobre as coisas, pessoas e acontecimentos desta cidade de Fátima. Aqui trabalho há 46 anos e resido como habitante de pleno direito. Conheço as suas gentes e elas conhecem-me. Embora trabalhe na comunicação social, é como cidadão que vou continuar a actuar, mas sem esquecer os meus deveres e direitos.


    Fátima não é apenas a cidade-Santuário, é também uma urbe com todos os seus problemas e carências próprias de uma cidade em crescimento, mas que tem no Santuário o seu centro dinamizador no aspecto religioso. Quanto a isso, não há dúvidas. A sociedade civil vai, de certa forma, a reboque, sem no entanto assumir plenamente o seu papel no desenvolvimento de Fátima. Ourém é uma realidade, Fátima outra, mas as duas cidades dentro do mesmo concelho.


    Vou tentar melhorar este sitio, mantê-lo sempre limpo e arejado, criando as condições para a participação de quem o deseje fazer, desde que respeite os princípios da sã convivência.


Quem concordar pode comentar, mas quem discordar deve comentar, é desta forma que eu me assumo.


 


Eduardo Santos


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publicado por josedusantos às 22:44
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005
Fátima, lugar onde se procura a paz interior

Maio de 2005


Na Missa(6).JPG



Foi em 13 de Maio de 1917 que Nossa Senhora desceu á  Cova da Iria, lugar onde se manifestou a  Lúcia, Francisco e Jacinta. Este ano comemoram-se 88 anos  dos acontecimentos que mudaram  Fátima e o Mundo.


Já não é de estranhar a enorme afluência que este ano se verificou, de facto, tornou-se um hábito ver estes momentos altos de fé, sobretudo no mês de Maio.


 


Estrangeiros caminho Santuario(1).JPG



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No passado dia 13,  estima-se que estiveram presentes cerca de duzentos mil peregrinos - de Portugal e diversos países – na  celebração da eucaristia., presidida por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa e concelebrada por 22 bispos e 425 sacerdotes.


A peregrinação comemorativa teve como tema: “NÃO MATARÁS”.


 


Chuva presente(3).JPG


Fundo Obras nova Basilica(5).JPG



Universitarios presentes(8).JPG


Na sua homilia, D. José Policarpo, lembrou  o saudoso Papa João Paulo II, fazendo uma descrição da relação deste com Fátima, considerando que a sua acção é um legado de que “A Igreja em geral e Fátima em particular ficam-lhe devedoras dessa coragem profética, que integra as aparições de Fátima na actual história da salvação”. Disse ainda que “João Paulo II amou tanto Fátima, que arrasta Fátima para o amor ao Papa, seja ele quem for e sejam quais forem as expressões pessoais  de apreço por este Santuário”.


 Exprimiu ainda o desejo de que “Fátima seja um lugar indiscutível  de comunhão eclesial, manifestada na união ao Santo Padre, amor à sua pessoa e obediência ao seu magistério”.


Referiu ainda: “hoje estou aqui a cumprir uma promessa que fiz a Sua Santidade Bento XVI”. E explicou: “quando, no final do Conclave, chegou a minha vez de o cumprimentar e jurar-lhe comunhão e obediência, o Santo Padre agarrou-me as mãos e falou-me de Fátima. E eu prometi-lhe, e ele agradeceu-me, que no próximo dia 13 de Maio viria pôr aos pés de Nossa Senhora o seu Pontificado. Aqui estou a  cumprir a promessa”.


Pediu em seguida a todos os fieis que o acompanhassem com fé e amor naquele acto, acrescentando: “Claro que o nosso coração exultará de alegria, se um dia pudermos renovar esta consagração com a presença física do Santo Padre neste Santuário”.


 


Multidao compacta(4).JPG


A comunhao(7).JPG


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A multidão de fieis presentes no recinto do Santuário de Fátima, participou com fé na assembleia litúrgica, indiferente ao tempo que se fazia sentir - a chuva fez o seu aparecimento, mas não demoveu ninguém.


 Fátima representa para muitos crentes também uma reconciliação com o Senhor. Segundo fontes do Santuário, cerca de cinco mil fieis recorreram ao sacramento da Reconciliação. Também foi muito elevado o número de comunhões. Na benção dos doentes, estiveram presentes 781 pessoas.


Estes números devem merecer uma reflexão séria para cada um de nós.


 


Inicio procissao(11).JPG


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Os peregrinos presentes saudaram com grande entusiasmo as palavras de D. Serafim Silva, quando este leu a mensagem enviada ao Santo Padre em nome de todos, na qual convidava S.S. a visitar o Santuário de Fátima. “Esperamos ver e ouvir Vossa Santidade, muito em breve, aqui neste Santuário de Fátima, altar do mundo, a proclamar que a vontade salvífica de Deus, com a sua força abundante, vai encaminhando tudo e todos para o triunfo do Coração Imaculado de Maria, Mãe do único salvador, Jesus Cristo.


Santo Padre, temos saudade do Papa João Paulo II, que peregrinou três vezes a este Santuário e beatificou os Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Mas também temos a grande alegria de receber o novo Papa, Bento XVI, que o Espírito Santo nos oferece”.


Também a informação dada pelo Bispo de Leiria-Fátima de que o Papa Bento XVI havia anunciado nessa manhã a abertura do processo de beatificação e canonização de João Paulo II arrancou fortes aplausos.


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A terminar a peregrinação, o Cardeal Patriarca de Lisboa, renovou a consagração ao Imaculada Coração de Maria, com o comprimisso e a defesa dos cristãos “na promoção e defesa do dom, sem preço, que é a vida. Saiba cada um de nós promover, respeitar e defender em todas as circunstâncias, a integridade, a dignidade e os direitos do ser humano – desejado ou imprevisto, são ou enfermo, escorreito ou deficiente – desde o momento da sua concepção, em todas as etapas da sua existência, até à morte natural”. Apelou ainda a Maria “Mãe do Divino Amor, livrai-nos do egoísmo e da insensibilidade diante das graves carências de tantos irmãos nossos, sem pão, sem água, sem saúde, sem escola, sem liberdade, sem família, sem alegria”.


São sentimentos profundos que as palavras não conseguem transmitir integralmente, mas que o coração de cada um de nós sente, aceita e deseja ver posto em prática.


 


Sinos fazem  despedida(13).JPG


Findou a peregrinação, os sinos repenicam a anunciar que está concluída mais uma jornada na vida destas pessoas que vieram á procura dos dons de Deus. Foi a fé que as trouxe, será que partem com mais ânimo e esperança ? Estamos em crer que sim.



publicado por josedusantos às 10:41
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2005
Juventude Solidária ou solitária?

Os jovens em Fátima


 


jovem rezando.jpg


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Se é verdade que uma imagem vale mil palavras, também será correcto dizer-se que uma imagem sem “leitura” poderá diminuir o seu valor. É isso que vou partilhar convosco, tentar fazer a leitura das fotos deste artigo. Não sou “perito” na matéria, mas vamos fazer uma acordo: eu farei o melhor que sei, vós ireis desculpar algum lapso que eu possa cometer, aceitam? Então vamos a isso.


Esta foto foi obtida no recinto do Santuário de Fátima que acolhia a Peregrinação Nacional dos Jovens e que teve lugar no domingo, dia 8 de Maio. Este jovem de aparência simples– talvez na casa dos vinte anos – já se encontrava lá quando cheguei. Distante, solitário, com a mochila e bicicleta ao lado, colocado sensivelmente a meio do recinto. Possivelmente, não fazia parte da peregrinação, mas ali esteve durante toda a celebração. De joelhos, de pé, em consonância com a liturgia. Deambulei pelo espaço circundante durante o acto religioso – a necessidade de tirar fotos, a isso me obrigou -, mas nunca o perdi de vista e vislumbrei a sua postura recatada durante as cerimónias. O seu recolhimento levou-me a pensar que, apesar de distante dos outros peregrinos, permanecia em comunhão com eles. Terminada a procissão, segui rapidamente até ao local onde estava, mas não o encontrei, certamente tinha saído também. Fiquei com pena, gostava de ter dialogado um pouco com ele para tentar compreender a sua opção. Assim, ficaram tantas perguntas por fazer a este jovem – mas que poderemos fazer a outros – por exemplo: por que escolhem o isolamento e a solidão para fazer a sua oração? Será que têm razões ou motivações para isso? Porquê?


 


Chamamento-Resposta .JPG


Na homilia da celebração eucarística, o Bispo de Leiria, D. Serafim Ferreira da Silva afirmou que os jovens deviam dar testemunho da sua fé, onde quer que fosse – e mencionou: “nas discotecas, campos de futebol” etc., para logo de seguida os interpelar se sim ou não, recebendo como resposta um SIM bem audível. Aludindo ao dia das Comunicações Sociais, disse: nós queremos a paz, não a violência, queremos um mundo mais fraterno. Terminou, apelando aos jovens para assumirem com coragem a opção por um mundo melhor.


Dar testemunho.JPG


O ofertório foi, nesta liturgia, um dos momentos marcantes, com um coro uniforme a louvar o Senhor. “Irmãos alegremo-nos” e  “oferecemos o fruto do nosso trabalho”. A juventude é assim: generosa e disponível.


 


Senhora regressa Capelinha.JPG


Terminou a celebração da peregrinação e a procissão com Nossa Senhora está a reentrar na Capelinha, as pessoas acenam com os lenços, consumando um adeus sentido á Virgem de Fátima. A foto é tirada da retaguarda, os crentes estão de costas para o mundo, seguindo a Virgem. O andor é colocado na Capelinha novamente, é o momento para as despedidas intimas de cada um e o regresso  para o mundo, certamente com o coração mais “leve”, aberto e solidário para os outros. As dificuldades do dia a dia, que marcam a vida destas pessoas, poderão ser agora mais suavizadas pela  fé na protecção da Mãe do Céu.


Cumprir promessa1.JPG


A fé não é suficientemente explicável. É algo que se sente e muito difícil de transmitir no concreto, mas que assume contornos muito personalizados. Na imagem vemos um jovem casal, o homem caminhando de joelhos com o filho ao colo, já vem de regresso da Capelinha. Certamente está a cumprir alguma promessa feita em momento difícil. Com ele, cruza-se um rapaz mais jovem ainda – que está de costas – e que faz o percurso inverso. O que teria motivado as promessas de um e outro?


 


Cumprir promessa2.JPG


Eis uma família com várias gerações. A face daquela senhora deixa transparecer alguma dificuldade, mas continua socorrendo-se do apoio daqueles que a acompanham. Um pouco mais atrás uma mãe sozinha, com o seu filho ao colo, tapado com um pano branco, certamente para o proteger do sol. Não sabemos as razões que deram aso a estas promessas, certamente foi em casos-limite, aqueles em que nós não acreditamos nas capacidades e poderes humanos e nos voltamos para Nossa Senhora, intercessora junto de Deus. Isto é uma expressão de fé que raia, por vezes,  os limites do sofrimento – e estamos a lembrar-nos de uma outra foto que tiramos, onde se pode ver uma senhora já em idade bastante madura, rastejando ao longo da passadeira a caminho da Capelinha. Emitindo uma opinião muito pessoal, creio que não devemos criticar este tipo de promessas, o que conta – nestes casos – é a individualidade expressiva da fé, que cada um tem o direito de exercer. O Senhor é Deus de amor e misericórdia, certamente que acolhe todos e a cada um, segundo a rectidão de intenções. Eu, confesso que admiro a coragem dos crentes que assumem a sua fé desta forma, independentemente das opiniões dos outros.


 


Jovens acreditam.JPG


Também os mais novos fazem promessas. Estas duas jovens que vemos – como tantos outros o fazem – com as velas na mão, dirigem-se para o local da oferta. Teriam prometido algo e vão agradecer ou será um pedido que vão fazer?


Todos diferentes e iguais.JPG


Estes dois jovens vieram de longe, os seus trajes são simbólicos. A diversidade de povos que visitam Fátima, permite-nos concluir que este local onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos em 1917 - e hoje uma cidade -, mantém as características fundamentais  e é um ponto de encontro da humanidade.


Jovem maos postas.jpg


Elegi esta foto para fecho do trabalho. As cerimónias da Peregrinação dos Jovens estavam a findar. No canto inferior esquerdo, esta menina - muito jovem -  encaminha-se para a saída. Reparem na postura, mãos elevadas ao céu, concentrada, apesar de vir em  movimento. Que virá a pensar? De facto, isso não será relevante. Serve como modelo a tantos jovens e adultos. Vou agora responder á pergunta que formulei no inicio do  trabalho. Os jovens, são mesmo SOLIDÁRIOS. Nós, adultos é que temos de ter muito cuidado para não lhe provocar a procura da solidão.



publicado por josedusantos às 15:51
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2005
ALJUSTREL, UMA ALDEIA ESQUECIDA ?

Aljustrel dista 2 km de Fátima, foi nesta localidade que nasceram Lúcia, Jacinta e Francisco, os pastorinhos a quem Nossa Senhora apareceu no decorrer do ano de 1917. Hoje, Aljustrel é um marco vivo e histórico da cidade de Fátima.


Casa da Jacinta e Francisco.JPG

 

A primeira vez que visitei Aljustrel foi no ano de 1958. Quanto tempo passou.... uma vida inteira. Aquele lugar ainda tinha poucas casas, os habitantes também eram escassos. Tive então ocasião de conhecer algumas pessoas que não esqueci ao longo dos anos, estava ligado ao sector do artigo religioso e o meu trabalho do dia a dia impunha um contacto assíduo com muita gente.

Hoje, recordo que foi um privilégio conhecer a Senhora Maria dos Anjos (irmã de sangue da falecida Irmã Lúcia de Jesus, uma das videntes), mas infelizmente a memória não me acicata algumas conversas que tivemos. Dela guardo a recordação de uma Senhora simples que, pacientemente, explicava aos peregrinos que a interpelavam sobre os mais diversos assuntos. Nunca vi naquela face - já então enrugada - qualquer trejeito de insatisfação, a todos atendia, quantas vezes já cansada de dizer as mesmas coisas, mas sempre com um ar de bonomia que eu admirava.

Também o Senhor João (irmão de Francisco e Jacinta Marto, a quem Nossa Senhora apareceu) que estava em casa dos pais a mostrá-la aos peregrinos e que nos deixou em Abril de 2000. Era um homem sempre bem disposto, com as palavras certas a sair por debaixo daquele bigode que recordo, já um pouco grisalho.  Quantas vezes me ri das suas piadas, era um poço de boa disposição.

O Sr. António (Seco, de alcunha) que tinha uma loja –tipo mercearia - onde vendia os mais diversos artigos e na parede do exterior ostentava a caixa do correio, na qual os habitantes colocavam as suas cartas.

E tantas outras pessoas, umas que recordo, outras nem por isso – como é evidente, tinha relações mais constantes com algumas e dessas, lembro-me melhor. Poderei dizer que conheci muita gente simples e boa. Hoje ainda contacto com os filhos, netos já menos, mas os tempos que correm já são outros, ficou a saudade.

 

Casa da Lucia.JPG

 

Actualmente, o lugar de Aljustrel está diferente, o que é normal. As pessoas que ali viviam noutros tempos eram pobres, viviam do trabalho do campo. Com as Aparições de Nossa Senhora tudo foi mudando lentamente, ali moravam os videntes, as suas casas tornaram-se motivo de visita dos peregrinos e todos aqueles que puderam foram começando a vender alguns objectos religiosos, na tentativa de ganhar algo mais para sustentar as famílias, algumas numerosas. Hoje, o comércio é o trabalho do dia a dia para a maior parte daqueles que lá ficaram e tinham uma casa em zona de passagem de peregrinos.

Da família de Lúcia ainda há dias conversei com a Senhora Maria dos Anjos (sobrinha da vidente), hoje viúva, criou dez filhos e quando falamos dos tempos de outrora e das dificuldades por que passou para criar a numerosa prole, ela não conseguiu evitar algumas lágrimas furtivas que lhe rolaram pela face. Foram tempos bem mais difíceis que hoje.

 

Poco do Arneiro.JPG

 

Agora, vamos fazer uma pequena visita a Aljustrel e conhecer aquilo que ainda temos para ver e recordar. Entramos na rua principal - Rua dos Pastorinhos -, encontramos do lado direito, quase a meio da via, a casa dos pais de Jacinta e Francisco. Apesar de remodelada, está conservada e ainda nos permite imaginar a  forma de viver na altura. Continuamos a andar e deparamos á esquerda com a Casa-Museu de Aljustrel, paredes meias com a casa dos pais da vidente Lúcia. Ali, ainda podemos ver o quarto, o tear, a lareira e já no exterior o curral dos animais. Este curral era outrora do lado direito, junto a uma grande figueira. Nesse lugar hoje está um posto de informações. Seguimos depois o caminho até ao poço do Arneiro, local onde o Anjo apareceu. É usual estar lá uma senhora que dá água do poço aos peregrinos que o desejem.

Novamente pés ao caminho e dirigimo-nos aos Valinhos (cerca de 400 metros), local da 4ª aparição de Nossa Senhora. De seguida podemos visitar a Loca do Anjo, local onde os videntes receberam a primeira e terceira visitas do “Anjo da Paz”. Para quem desejar, poderá ainda visitar a Capela de S. Estevão (mais conhecida por Capela dos Húngaros ou Calvário) que é o corolário da Via Sacra que tem inicio perto da Rotunda dos Pastorinhos.

Rua Aljustrel.JPG

 

Caso pretendam visitar  Aljustrel, mas o tempo seja diminuto, sugerimos a utilização do comboio turístico que de Abril a Outubro parte da Cova da Iria – junto ao parque 10, em frente ao Café Avé Maria - e faz o circuito total. No entanto, aconselhamos uma visita pausada, não só para conhecer as casas dos videntes e os locais onde Nossa Senhora e o Anjo apareceram, mas também para meditar naquilo que O Senhor quis transmitir através de Sua Mãe. É importante fazê-lo com devoção e tentar compreender. A mensagem de Fátima continua actual.

Aparicao Valinhos.JPG

 

Mas vamos terminar, tentando dar um pouco da resposta á pergunta que fazemos na apresentação. De facto, Aljustrel foi um pouco ( talvez muito) esquecida pelo poder local. Claro  que o ideal  teria sido tentar conservar a aldeia como estava, mas a tentativa de valorização dos proprietários, procurando melhores condições para viver e trabalhar e ainda a falta de um plano adequado de desenvolvimento e conservação da traça original das construções por parte da Câmara Municipal de Ourém, deu azo a muitos atropelos urbanísticos. O resultado foi uma descaracterização que hoje é evidente e prejudicou seriamente a história e os vindouros. O saneamento ainda não chegou e há moradores na rua que vai dar ao parque de estacionamento que se queixam da falta de iluminação. Referem mesmo factos de roubo a turistas nesse espaço, o que dá uma má imagem a quem nos visita.

Loca Cabeco - Ap.Anjo.JPG

 

Contudo, há um pormenor que é de justiça realçar. A acção do Santuário de Fátima ao longo dos anos. Se hoje Aljustrel e as zonas circundantes ainda têm uma parte da beleza rural que a caracterizava, isso deve-se á ampla visão dos responsáveis daquela instituição que, não só adquiriram a Casa da Jacinta e Francisco, como compraram a maior parte dos terrenos circundantes entre Aljustrel e Fátima. Assim, foi possível a construção da Via Sacra e a manutenção dos  Valinhos e Loca do Cabeço em condições tais que permitem aos peregrinos que aí se deslocam, uma circulação pedestre segura em plena natureza. A conservação dos terrenos, o seu aproveitamento com a arborização feita, permitiram que hoje exista uma zona verde de grande dimensão, dando aos visitantes o ambiente e a tranquilidade necessárias para fazer as suas orações.

Calvario Hungaro.JPG


publicado por josedusantos às 11:31
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