Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005
Via-Sacra ao Calvário
Hoje, vou fazer de conta que estou a escrever uma página do meu hipotético diário, ou seja, vou relatar o que fiz durante duas horas de uma tarde recente e convidar-vos a acompanhar-me, se assim o desejardes. O dia estava agradável, apesar de um pouco nublado e a ameaçar chuva, mas decidi meter pés ao caminho para fazer a Via-sacra, ou caminho dos pastorinhos, assim chamado por ser o caminho que os videntes faziam de Aljustrel à Cova da Iria. É um caminho percorrido anualmente por muitas dezenas de milhares de peregrinos, quer portugueses, quer estrangeiros. Quis fazê-lo não apenas por vontade própria, mas também para poder dar testemunho, pelo que este texto será apenas um resumo de uma tarde diferente, mas que sugiro. Entrei pela avenida Papa João XXIII, junto à rotunda dos Pastorinhos (ou rotunda Sul), voltei á direita e segui pelo caminho estreito que conduz ao Calvário. Junto à capela da primeira estação, olhando para a direita vislumbramos uma terra que foi vinha, pomar e olival da Lagoa da Carreira, outrora propriedade de José Pedro Marto – irmão de Manuel Marto – que foi pai de Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima.


publicado por josedusantos às 11:59
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1 comentário:
De Sergio Oliveira a 10 de Janeiro de 2006 às 13:56
Sem dúvida a Via Sacra, e as caminhadas por Fátima tocaram-no, irmão de Fátima. Irmão na Fé. Nunca fazer confusão de que na Bíblia se fala em "Jesus e seus irmãos...". Irmãos na Fé, não de carne. Se fossem irmãos de carne teria havido José como pai, e Maria não seria a Virgem Maria, logo colocar-se-ia em causa todo o mistério de Cristo Deus feito à imagem de homem, pois colocar-se-ia em causa se não teria sido José... Sem confusões.

Mas, continuando. Vejamos o que tem mais importância em Fátima. É o Santuário, dizem todos.

Actualmente, eu arriscava dizer, que aquilo que pode ter mais importância para estarmos em paz, é a via sacra! Caminhada tranquila. Experimentem. É nessa solidão e meditação que encontramos, não um vazio. Parece e é antagónico à sociedade, que diz que nos encontramos no meio das multidões.
Experimentem preencher os vossos vazios com uma caminhada em cheio, em paz. Só com paz encontramos o que nos faltava. E somos contemplados com grandes idéias para a nossa vida. Porque na sociedade somos baratas tontas. Na solidão somos adultos e maduros de pensamento, para reflectir e tomar orientação para acções futuras.

Imaginem então que maravilha, uns pastorzinhos humildes, o que eles não aprenderam nas suas caminhadas, que culminou em serem contemplados com entendimentos de eternidade.


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